Da noite eu fiz meu abrigo. Enrolei-me nas estrelas e quis que a lua fosse meu travesseiro. No sonhos, eu pude ver o rosto do sol, que era além do que já se conhece, era quem me dava calor; e ainda, loiro como ele só, satisfazia todos os meu desejos. Quis rir. Mas a real vontade, é de chorar.
Chorar porque... por mais que eu esteja entre astros e livre nessa galáxia ilustre, eu fico longe de mim. Estou agora, exatamente no ponto mais longe que já estive. Daqui, sinto muito pouco o cheiro da terra onde nascí. Minha visão é escassa se for comparada ao ano anterior.
Quando olho os caminhos de leite, eu lembro das estradas por onde passei e quantos sorrisos em corações podres eu plantei. Minha vontadade? E a minha vontade é rebubinar o filme do tempo e voltar no tempo em que as estrelas estavam longe. Porque melhor do que tê-las ao meu redor, é vê-las de longe e lutar para conseguir voar até elas. E que esse caminho seja longo, longo, longo! Longo para demorar a dar saudades. Porque a saudade mata e corrói aos poucos.
De que adiata chegar rápido ao topo da montanha, se o melhor da aventura foi a escalada? Se o melhor foi sofrer e procurar a paz? É claro que o gosto da conquista é bem melhor, porém, bem mais efêmero. Logo dá vontade de voltar e fazer tudo de novo, de novo, de novo, de novo, de novo... e quanto mais "de novos" couberem na tua paciência.
Uma coisa eu lhe digo, caríssimo amigo, melhor do que a chegada... é o caminho!
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sexta-feira, 9 de julho de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
sobre vida e sentimentos
Olá. Sinceramente, nem sei porque estou postando. Mas acho que posto pra desabafar alguma coisa aqui, já que aqui é meu espaço pra isso.
Hoje eu estou apreensivo, entediado, nervoso, de um lado feliz e de outro triste.
APREENSIVO porque amanhã começo um novo trabalho totalmente diferente daquilo que já fiz na vida. Tudo o que eu aprendi a fazer para ganhar dinheiro foi arte. Amanhã eu fico sentado em outra cidade, com gente que mal conhecendo e ligando pra Deus e o Mundo tentando vender produtos. Tudo para ter tranquilidade no final do mês. Mas até onde essa tranqüilidade valerá a pena? Só o tempo dirá.
ENTEDIADO porque hoje é domingo, nublado e isso tudo colabora pra quem vive numa cidade pequena se sentir assim. Aliás, em pós-balada e com intrigas entre amigos, que deixam as coisas piores.
TRISTE porque talvez deixe de dançar por um tempo. Porque já é complicado pra mim tentar a vida de bailarino por ter começado tarde e, agora, será mais ainda, pela falta de disponibilidade e oportunidade e também pelo tempo gasto com outras coisas.
FELIZ porque a balada de ontem rendeu alguma coisa. Pelo menos um pouco eu me senti atraente de novo. Apesar das constantes brigas com o espelho e medo dos chamados foras, ontem eu quebrei um pouco essa barreira e matei a saudade do que é estar em contato com outro corpo. Não fiz nada demais, apenas beijos e o fato de as pessoas estarem interessadas já me deixaram melhor.
Enfim, essa vida é complicada ao mesmo tempo em que é maravilhosa. Eu tenho tudo que eu quero e sempre quis materialmente, mas sentimentalmente, agora não tenho nada. Tenho meus amigos que amo muito e todos os dias me salvam do autosacrifício. Só não tenho qualquer pessoa a quem mandar um poema ou simplesmente um palco e plateia para me sentir útil ao mundo.
Eu sinceramente não sei até que ponto vou aguentar essa nova rotina. Não sei.
Hoje eu estou apreensivo, entediado, nervoso, de um lado feliz e de outro triste.
APREENSIVO porque amanhã começo um novo trabalho totalmente diferente daquilo que já fiz na vida. Tudo o que eu aprendi a fazer para ganhar dinheiro foi arte. Amanhã eu fico sentado em outra cidade, com gente que mal conhecendo e ligando pra Deus e o Mundo tentando vender produtos. Tudo para ter tranquilidade no final do mês. Mas até onde essa tranqüilidade valerá a pena? Só o tempo dirá.
ENTEDIADO porque hoje é domingo, nublado e isso tudo colabora pra quem vive numa cidade pequena se sentir assim. Aliás, em pós-balada e com intrigas entre amigos, que deixam as coisas piores.
TRISTE porque talvez deixe de dançar por um tempo. Porque já é complicado pra mim tentar a vida de bailarino por ter começado tarde e, agora, será mais ainda, pela falta de disponibilidade e oportunidade e também pelo tempo gasto com outras coisas.
FELIZ porque a balada de ontem rendeu alguma coisa. Pelo menos um pouco eu me senti atraente de novo. Apesar das constantes brigas com o espelho e medo dos chamados foras, ontem eu quebrei um pouco essa barreira e matei a saudade do que é estar em contato com outro corpo. Não fiz nada demais, apenas beijos e o fato de as pessoas estarem interessadas já me deixaram melhor.
Enfim, essa vida é complicada ao mesmo tempo em que é maravilhosa. Eu tenho tudo que eu quero e sempre quis materialmente, mas sentimentalmente, agora não tenho nada. Tenho meus amigos que amo muito e todos os dias me salvam do autosacrifício. Só não tenho qualquer pessoa a quem mandar um poema ou simplesmente um palco e plateia para me sentir útil ao mundo.
Eu sinceramente não sei até que ponto vou aguentar essa nova rotina. Não sei.
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