O feiche de luz passeava pela terra a fim de iluminar algo diferente. Do outro lado, a flor se desesperava, pois já havia passado seu tempo de vida e a coitada, tão coitada já estava despetalando-se.
Foi quando, em um rápido tempo o feiche passou tinindo pela flor. Foi e depois voltou. A flor, de tão triste nem sentiu mais que uma leve luz sobre sí mesma. Ignorou.
O feiche era insistente, e parou por ali. Seu desejo era que a flor, ao menos, sentisse o seu calor. A flor deu de folhas. O feiche não contente, alimentou forças para que seu calor fosse ao menos considerável. Nada. O máximo que a flor reagia, era gemer por cada pétala caída. Por força maior, algo que impulsionava o feiche ele se recolheu na velocidade da luz até o céu. Fez com que os outros infinitos feiches de luz se recolhecem também. Com isso, o vento pode passear livremente, as nuvens tomaram conta do espaço azul e começaram a brigar entre sí. Aconteceu uma enorme confusão no céu e as nuvens gritavam umas com as outras sem parar! Os raios gargalhavam em trovões. E a flor? Hahahahahaha! Se lamentava em desgraças, agora tuas pétalas rolariam água a baixo e sua beleza e vida, agora pertenceria à correnteza da chuva que estava por vir. Dito e feito.
No entanto, depois da tempestade sempre (costuma-se) vir a bonança. O sol pôde de novo aparecer e o feiche de luz, mais que rápido voltou a sua atenção a flor. Estava agora revoltada, pois num instante entendera a situação. Por que raios o feiche teria de se meter em tua vida? Ao passo que a luz batia em sí, ela se desviava. O feiche notou o desprezo e decidiu iluminar outras coisas.
Dias depois, a flor ganhara pétalas novas tão lindas quanto as que caíram. Ficara exuberante, porém, passou a sentir um frio que nunca sentira antes.
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
Entendo
(Um poste com luz baixa. Há um sujeito com roupas de trabalho, amarrotadas. No chão uma garrafa de cerveja vazia e copos usados. Bitucas de cigarro compõe o cenário. Seu olhar é distante, atravessa a lua.)
Outro dia, eu condenei quem usava qualquer coisa pra beber e fumar. Meus pais já foram julgados por mim, como os pecadores seriam no purgatório (assim ensina a catequese).
Eles fumavam e ele bebia. Eu não gostava, abominava; poderíamos ter comprado a casa que tanto queríamos se parassem com tudo isso.
Eu era uma criança. Depois de crescer, de viver e me apaixonar; outro dia eu entendi eles.
Entendi as bitucas jogadas por minha mãe da janela do apartamente. Talvez, tenha entendido meu pai chegando com seus porres em casa.
Claro que tem coisas incontestáveis, mas eu entendi.
Entendi que quando a droga do amor invade nossas víceras, quanto o tormento da tensão insiste em cutucar-nos ou quando a coléra da tristeza ataca sem piedade... a carne é fraca e a gente precisa da natureza pra se fortalecer.
Entendi que os olhos humanos são fracos, pois acreditam que aquilo é a cura, mas não é...
Não faço apologias, meu caro público. Eu só entendo que quando nosso corpo produz uma droga sentimental, as pessoas usam outras (naturais) para aliviar.
É, eu entendo.
E que se fodam os significados.
(Recolhe tudo e sai. Garoa)
Outro dia, eu condenei quem usava qualquer coisa pra beber e fumar. Meus pais já foram julgados por mim, como os pecadores seriam no purgatório (assim ensina a catequese).
Eles fumavam e ele bebia. Eu não gostava, abominava; poderíamos ter comprado a casa que tanto queríamos se parassem com tudo isso.
Eu era uma criança. Depois de crescer, de viver e me apaixonar; outro dia eu entendi eles.
Entendi as bitucas jogadas por minha mãe da janela do apartamente. Talvez, tenha entendido meu pai chegando com seus porres em casa.
Claro que tem coisas incontestáveis, mas eu entendi.
Entendi que quando a droga do amor invade nossas víceras, quanto o tormento da tensão insiste em cutucar-nos ou quando a coléra da tristeza ataca sem piedade... a carne é fraca e a gente precisa da natureza pra se fortalecer.
Entendi que os olhos humanos são fracos, pois acreditam que aquilo é a cura, mas não é...
Não faço apologias, meu caro público. Eu só entendo que quando nosso corpo produz uma droga sentimental, as pessoas usam outras (naturais) para aliviar.
É, eu entendo.
E que se fodam os significados.
(Recolhe tudo e sai. Garoa)
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